Manicure/Pedicure x Podólogos

É bem sabido por todos nós que as atividades de Manicure & Pedicure permitiram, e ainda permitem,  a muitos profissionais não somente o sustento honesto de suas famílias, mas também são profissões que serviram de base para uma grande parte de podólogos do nosso mercado hoje. Por isso, prestamos-lhes o nosso devido respeito.

  

Falemos, então, da problemática...!

Muitas profissionais habituaram-se ao longo da vida a "desencravar" unhas dos seus clientes, auto-intitularam-se "Podólogas", sem nunca terem concluído um único curso que lhes assegurasse o número de horas exigido pela profissão e, pior ainda, nunca tiveram noções elementares de processos inflamatórios, infecciosos, biossegurança e doenças sistêmicas.

 

 

Se tomarmos o diabético neuropático como exemplo de complexidade extrema, temos profissionais e médicos de diferentes especialidades, tais como endocrinologistas, diabetologistas, neurologistas, vasculares, cardiologistas, nefrologistas, etc. que se ocupam do seu tratamento, cada um em sua área de conhecimento.

Muitos são os casos que se contam de pessoas que tiveram sérios agravamentos de saúde, contaminações micóticas e outros problemas que remontam a décadas atrás, mesmo casos de amputações, cujos desfechos as pedicures possivelmente nem nunca vieram a saber.

 

Quer na formação técnica, quer na acadêmica, fica muito clara a complexidade que envolve os fundamentos do tratamento podológico. Os nossos pés, peles e anexos têm particularidades muito distintas e especiais, pois sustentam nossa pesada estrutura corporal e refletem grande parte de nossas comorbidades sistêmicas.

 

Por que se amputam pés de diabéticos?

Por que, por motivos de insuficiente aporte sanguíneo nas extremidades distais dos pés (isquemia) e por falência do sistema neurológico dos membros inferiores, o indivíduo acometido pela diabetes começa  a desenvolver a síndrome da neuropatia diabética, ou seja, inicia-se a perda progressiva de sensibilidade tátil, vibratória, dolorosa e térmica, e o processo de cicatrização fica comprometido pela escassez de células sanguíneas no local, devido à má circulação sanguínea.

 

Também as oscilações de pressão arterial do diabético é motivo de comprometimento de sua saúde. Esse fato pode ajudar na deterioração do seu quadro clínico, potencializando uma possível trombose/aterosclerose e mesmo uma insuficiência cardíaca durante o tratamento podológico...! Em outras palavras, pode significar óbito.

 

PRECISA DIZER MAIS?!

ISSO É MUITO GRAVE!

 

E os meus cursinhos de fim de semana, não ajudam?

A resposta é  ***N-Ã-O***

Na verdade, TODOS OS CURSOS, SEM EXCEÇÃO, que são ministrados a manicures/pedicures com a intenção de "capacitá-las" nos procedimentos de PODOLOGIA - quer uma "simples" ortoníquia, ou outros procedimentos mais graves como laserterapia, procedimentos em pés diabéticos e outros, são absolutamente rejeitados pela ABP.

Entendemos, nesses casos, que as ambições financeiras e amorais suplantaram as noções mais elementares de ética, responsabilidade e boas práticas.

 

Riscos de contaminação e de doenças infecto-contagiosas

Este é um dos quesitos que mais apavora na maior parte dos casos. Queremos acreditar que muitas profissionais atentam para uma correta "higienização" dos seus instrumentos, mas, quanto ao aspecto da contaminação e contágio, é preciso um pouco mais de informação para que se entenda os riscos que elas próprias estão correndo.

Aqui um matéria do Fantástico que resume a nossa preocupação, e fala por si:

(Riscos de se pegar hepatites em salões de beleza)

 

O que a Regulamentação da Podologia muda no cenário?

Com a Podologia regulamentada, as coisas vão mudar e muito de figura. Essa mudança certamente não será do agrado de todos, pois a nossa profissão não foge à regra do mercado, infelizmente é berço para muitos predadores e oportunistas com discursos populistas que lucram com a ignorância alheia.

 

Teremos condições de chamar à responsabilidade eficazmente todo e qualquer profissional que não esteja trabalhando dentro das conformidades previstas na lei e, entre outras coisas, poderemos formalizar denúncias contra cursos de formação fajutos que em nada contribuem para a capacitação profissional dos podólogos, tão pouco são reconhecidos pelo MEC.

 

Daremos, pois,  justo encaminhamento legal a todas as denúncias legitimadas, como, aliás, ocorre em todas as outras profissões.

 

Queremos SIM dar capacitação a TODOS OS PROFISSIONAIS DO MERCADO, mas não para o manuseio irresponsável de técnicas que podem trazer tantos malefícios à saúde da população. Queremos e faremos o que nos for possível para que todos os profissionais tenham acesso ao conhecimento técnico-científico, pois para lá caminha a Podologia no Brasil.

 

Nos dias de hoje, o acesso a linhas de crédito estudantil e as políticas de acessibilidade ao nível superior têm permitido a muitas pessoas a conquista desse sonho.

 

Junte-se a nós, fortaleça sua Associação e dê voz a quem representa sua profissão e seus interesses!

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